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FMI optimista com ligeira recuperação económica registada no país

Por  Minfin | 16/03/2018 13:28

A Equipa Técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) que visitou Angola de 1 a 15 de Março, e manteve discussões com altas individualidades ligadas ao sector económico e financeiro nacional, considera que o país vive um momento de ligeira recuperação económica.

A missão do FMI que efectuou a referida deslocação ao abrigo do seu abrigo do seu artigo IV, elogiou o facto de o Executivo estar engajado na restauração da estabilidade macroeconómica e na melhoria da governação, tendo advogado que as perspectivas favoráveis em relação ao preço do petróleo representam uma oportunidade para o reforço das políticas macroeconómicas e reformas estruturais a fim de alcançar os objectivos preconizados.


“Em 2018, estima-se que o crescimento do produto Interno Bruto venha a acelerar para 2,2 por cento, comparativamente a 1,0 do ano anterior, como resultado de um sistema mais eficiente de afectação e de disponibilidade de divisas devido ao preço mais elevado do petróleo, do aumento gradual da produção de GNL até à sua capacidade máxima e de maior confiança por parte do empresariado”, lê-se no comunicado de imprensa de fim de missão.


Quanto a inflação, o corpo técnico considera que a mesma deverá permanecer elevada, projectando-se que atinja 24,7 por cento no final do ano, reflectindo, entre outros factores, os efeitos da depreciação do Kwanza. A médio prazo, as perspectivas são de uma recuperação gradual da actividade económica, apesar da existência de riscos ligados ao declínio do preço do petróleo e derrapagens na implementação das reformas estruturais necessárias para promover a diversificação económica.       


“A política fiscal foi afrouxada no ano anterior e o défice fiscal global aumentou para cerca de 6,0 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. A dívida, incluindo a da Sonangol e das TAAG atingiu os 64,1 por cento do PIB. O recém-aprovado orçamento prevê uma diminuição substancial do défice, reduzindo-o para 3,5 por cento do PIB com base num pressuposto conservador para o preço do petróleo”.


Ainda de acordo com o documento, o objectivo da redução da dívida pública para menos de 60 por cento do PIB a médio prazo “ Proporciona uma âncora fiscal adequada. Este objectivo seria coerente com uma trajectória de consolidação fiscal primária não petrolífera de, em média 0,75 por cento do PIB em 2023”.


As novas políticas cambiais aplicadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) foram igualmente defendidas pela instituição de Breeton Woods, apesar de considerar que a conclusão para um mercado cambial plenamente operante exija reformas adicionais ao mecanismo de afectação de divisas, incluindo a eliminação gradual de vendas directas.


De realçar que todas as dúvidas suscitadas nesta comunicação foram devidamente esclarecidas nesta sexta-feira, 16 de Março, durante uma Conferência de Imprensa realizada no Auditório Abílio Gomes, que contou com a presença de vários jornalistas nacionais e estrangeiros.

 

 

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