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BAD pode ser a chave para o desenvolvimento de África

Por  Minfin | 11/04/2018 18:30

A Secretaria de Estado para o Orçamento e Investimento Público, Aia Eza da Silva representou Angola numa reunião em Abidjan entre o Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento e os Ministros das Finanças da África Austral, tendo na ocasião enfatizado o quanto o BAD pode ser a chave para o desenvolvimento de África.

Esta foi a conclusão a que chegaram os Ministros das Finanças e da Economia e Planeamento de Angola, Lesotho, Madagáscar, Malawi, Moçambique, Namíbia, São Tomé e Príncipe, África do Sul, Swazilândia, Zâmbia e Zimbabwe que estiveram reunidos nesta terça-feira com o Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, e o Conselho Executivo do Banco, na sua sede em Abidjan.

A consulta dos Governadores sobre os desafios do desenvolvimento da África e as reformas do Banco Mundial é a quinta das cinco reuniões regionais envolvendo todos os 54 países membros regionais da instituição.

 

Segundo Adesina, “os desafios com que se depara África são imensos e a necessidade de um crescimento mais rápido é ainda mais urgente do que nunca. Portanto, não podemos descansar nos nossos remos”.

 

Em 2017, o Banco acelerou a escala e a entrega de seus empréstimos e alcançou o maior desembolso registado na história do banco, com mais de USD 7,2 mil milhões.

“Está claro para mim, hoje, que o continente tem um novo e excitante sentido de propósito, conforme exposto pelo BAD. O Banco é o futuro do desenvolvimento africano, transformação e respeito”, disse Mondli Gungubele, Governador Suplente da instituição e Vice-Ministro das Finanças da África do Sul, que se congratulou também com “a forte adesão [do banco] aos princípios fundamentais da boa governanção".

 

“Sentimos fortemente o aumento das operações do Banco, bem como o seu maior envolvimento no nosso país. O BAD veio em nosso auxílio quando mais precisávamos. Sentimos o seu impacto nos sectores público e privado”, disse Aia-Eza da Silva, Secretária de Estado do Orçamento e Investimento Público, em nome do governador de Angola junto do BAD, o Ministro das Finanças. Aia-Eza da Silva solicitou a assistência do Banco para permitir que o País conclua a implementação dos projectos mais rapidamente.

Falando mais adiante, o Presidente Adesina pediu uma acção colectiva sobre a implementação ampliada do desenvolvimento da África, observando que o continente precisa de conhecer um desenvolvimento de ritmo acelerado.

 

“Temos apenas 12 anos para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável! Este não é um relógio. É um alarme para o mundo. E o sino está tocando cada vez mais alto”, disse. “Os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável não serão atingidos por uma atitude de 'business as usual'. E eles não serão realizados globalmente, a menos que África os alcance completa e exaustivamente”.

 

Os Governadores expressaram preocupação com o baixo desempenho da região da África Austral em 2017 e com o facto de nove em cada dez países em desenvolvimento estarem em África até 2030. E identificaram o BAD como parceiro confiável de África para liderar o caminho para reverter a situação.

 

Apesar de uma perspectiva positiva, a África Austral está a enfrentar sérios desafios económicos, revelou o Southern Africa Regional Economic Outlook” – documento divulgado pelo BAD com as perspectivas económicas da região da África Austral. A análise apresentada aos governadores indica que, tal como o resto do continente, a região enfrenta graves déficits de emprego e dados demográficos desafiadores.

 

Os Governadores elogiaram o apoio do Banco aos seus países e observaram que um Aumento Geral de Capital permitiria desempenhar um papel mais efectivo no rápido desenvolvimento económico de África.

 

Segundo dados fornecidos na reunião, as operações do Banco estão a transformar a vida de milhões de africanos. De acordo com os números de 2010-2017, 18 milhões de africanos beneficiaram de novas ligações de electricidade e 57 milhões de africanos beneficiaram de melhorias na agricultura. No mesmo período, 420 mil pequenos negócios receberam serviços financeiros, enquanto 83 milhões de africanos beneficiaram do melhor acesso ao transporte e 49 milhões de africanos de um melhor acesso à água e saneamento.

 

As projecções de crescimento da região para 2018 e 2019 são de 2,0% e 2,4%, respectivamente, que ainda são insuficientes para a redução da pobreza. A região produz 20% do PIB de África e abriga 16% da população.

 

A actual carteira do BAD na África Austral é de USD $ 8,3 mil milhões em 201 projectos, disse Josephine Ngure, Directora Geral Adjunta do Banco para a região da África Austral.

 

Recursos significativos são necessários para o desenvolvimento da região e são estimados em aproximadamente USD $ 7 mil milhões por ano no nível de país e USD $ 70 mil milhões para os programas e projectos regionais da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.

 

Segundo Hassatou Diop N'Sele, vice-presidente interino para as finanças do Banco, é necessário um Fundo Africano de Desenvolvimento mais forte e isso irá posicionar o BAD como principal coordenador do co-financiamento sindicado de África.

 

Os governadores mostraram-se optimistas de que o inaugural Africa Investment Forum (programado para 7 a 9 de Novembro de 2018, em Joanesburgo, África do Sul) alavanque estrategicamente os investimentos em África e aumente as instalações e ferramentas de preparação de projectos.

 

Houve também uma concertação entre os países lusófonos e, para facilitar o relacionamento do Banco com os esses países, o Presidente Adesina revelou que o Banco agendou uma reunião com uma delegação de Portugal para debater questões fundamentais, como o domínio da língua portuguesa pelos funcionários do Banco e ferramentas de redução do risco no universo da lusofonia. 

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